
Aguaí, nome tupi, significa guizo ou cascavel. O anterior nome da localidade (Cascavel), foi herdado de uma estação férrea inaugurada em 1.º de janeiro de 1887, no lugar denominado Capão do Cascavel, por onde passava a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro. Em 30 de novembro de 1944, virou município, com o nome atual. A atual Aguaí, nos tempos das heróicas expedições dos bandeirantes, era conhecida como o Pouso do Itupeva, importante centro de encontro dos viajantes e exploradores a caminho das paragens de Goiás e Minas (era a época do Ciclo do Ouro). Aguaí também foi, como demonstram pesquisas históricas, originária de posses sob a concessão de Bartolomeu Bueno (o Anhangüera II), tendo também importante participação na formação do povoado de Cascavel o lendário bandeirantes Jerônimo Dias. Aguaí era portanto um ponto muito estratégico para os bandeirantes e as autoridades paulistas, sendo inclusive sido o Registro de Itupeva, verdadeiro ponto de referência para uma região que sofria os efeitos dos litígios entre paulistas e mineiros e que para além da qual pouco havia sido desbravado no atual Estado de São Paulo.
Nos
primórdios do século XVIII, as famílias Alves e Tangerino
apossaram-se de terras nessa região em que serpeia o riacho Itupeva
e de onde se avistam, ao longe, as serras de caldas. Depois, estes campos
passaram a ser propriedade de Bento Dias Moreira, que por sua vez, os transferiu
a João Moreira da Silva e Silvestre Antonio da Rosa. No início
do século XIX, João Moreira da Silva vendeu parte de suas
terras a João Rodrigues da Fonseca, as mesmas que, depois, foram
adquiridas pelo Capitão Joaquim Gonçalves Vallim. Daí,
graças a liberação de várias glebas doadas pelos
herdeiros do Capitão Vallim, deu-se a formação da área
para início do pequeno povoado, ou seja, patrimônio de Cascavel,
às margens da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, na Estação
de Cascavel cujo o nome é originário de antigo potreiro existente
nas suas imediações, o qual, segundo a lenda, teria abrigado
enorme cobra desta espécie.
Esta Estação foi inaugurada a primeiro de janeiro de 1887,
constituindo-se no ponto de partida do ramal de Poços de Caldas,
ensejando interesse de pessoas fixarem residência e casas de comércio,
pois eram vantajosas as perspectivas de desenvolvimento para a localidade.
Nesse mesmo ano, aqui chegou a família Braga, constituída pelo Major João Joaquim Braga, sua mulher Dona Placidina Gonçalves Braga e filhos; ficaram residindo bem próximo à Estação, em casa própria. Major Braga, natural de Braga, Portugal, era dinâmico, empreendedor, comerciante, idealista de espírito público, desde logo posse em ação para conseguir a formação do Patrimônio do Senhor Bom Jesus de Cascavel, obtendo já no ano de 1889 a criação da Agência de Correios, a nomeação do Sub-Delegado de Polícia e as primeiras doações de terrenos.
Em
04 de agosto de 1898, Major Braga via concretizar-se sua aspiração
com a elevação do pequeno povoado à categoria de Distrito
de Paz, subordinado à Comarca de São João da Boa Vista,
já incorporado de diversas benfeitorias que indicavam uma vila: ruas
traçadas, diversas moradias, algumas casas de comércio, dois
hotéis, a praça arborizada, a capela e o cemitério.
Dois anos após, há 28 de setembro de 1900, acontecia a primeira
instalação da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Cascavel,
sendo o Bom Jesus o Padroeiro da localidade, festivamente reverenciado e
louvado, todos os anos na tradicional data de 06 de agosto.
Por
todos esses fatos e reconhecida liderança por mais de três
décadas desenvolvida na cidade para a qual tanto dedicou-se, Major
João Joaquim Braga é considerado o fundador de Cascavel, nossa
terra que, mais tarde, em 30 de novembro de 1944, conquistava sua condição
de Município, com o nome de Aguaí.
Em 1944, a comissão que coligiu dados e desenvolveu trabalhos para
atingir a meta de emancipação política e administrativa
de Aguaí, destacando-se entre seus ilustres e esforçados cidadãos
os nomes de Dr. Leonardo Guaranha, Waldomiro Osório Valim, Durval
Mamede, Claudionor Fernandes de Lima, Padre Geraldo Lourenço, Benedicto
Mamede Júnior, Domingos Martucci e Rubens Leme Asprino, já
podia relacionar a existência de vários melhoramentos, tais
como: Igreja Matriz, Grupo Escolar, Banda de Música, Cinema, Jornal,
Asilo, o início da construção da Santa Casa, Clube
dos Compadres, Curtume Santa Genoveva, etc.
A partir de primeiro de janeiro de 1948, com a instalação
da primeira Câmara Municipal e a posse do primeiro Prefeito eleito,
Calimério de Oliveira Valim (antes tinham sido Prefeitos nomeados,
Domingos Martucci, José Mamede e Antonio Rodrigues Pinto), Aguaí
passou a crescer em vários sentidos, a progredir em todos os setores
produtivos, enfim, a se tornar um lugar digno de seu povo pacato, ordeiro,
alegre. Ainda, a partir dessa época todo o Município começou
a desenvolver mais eficazmente sua área agrícola e pastoril,
ao mesmo tempo que via se instalarem algumas indústrias de pequeno
porte. Na sua trajetória de contínuo crescimento, Aguaí
passa a contar a partir de 02 de dezembro de 1983, os benefícios
da instalação do Foro Distrital criada pela Lei nº 3.396,
de 16 de junho de 1982. Em 2004, com a inauguração das novas
e modernas instalações do Fórum de Aguaí, no
Jardim Santa Úrsula, obra construída através de parceria
da Prefeitura e governo estadual, o município deu um grande passo
para efetivamente tornar-se Comarca.
Compondo
sua dinâmica social, nossa cidade pode contar hoje com o funcionamento
de instituições filantrópicas como Loja Maçônica,
Rotary Club, Lions Club, Asilo São Vicente de Paulo, Lar da Criança,
APAE, também organizações não-governamentais
atuantes, como a Sociedade Aguaiana de Educação e Cultura
Negra (SAECN), Centro Alternativo de Artes e Cultura de Aguaí (CAAC)
e diversas associações comunitárias e de bairros; com
estabelecimentos de ensino infantil, fundamental, médio, de ensino
profissionalizante e superior (Faculdade de Ciências Humanas de Aguaí,
que atualmente dispõe dos cursos de Pedagogia e Serviço Social);
dos serviços do SUS e da Santa Casa de Misericórdia; com bons
atendimentos bancários proporcionados por vários estabelecimentos
públicos e privados; de áreas de lazer, clubes esportivos
e recreativos; de bons serviços de infra-estrutura urbana; dos serviços
de segurança pública; dos serviços de atendimentos
na área das profissões liberais, destacando-se a 153ª
Sub-Secção da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção
de São Paulo, dos inúmeros templos dos vários credos
religiosos.